O dia no escritório tinha sido um verdadeiro suplício. Desde a manhã, um calor insistente se instalava entre minhas pernas, tornando cada movimento uma distração. Eu tentava me concentrar nas tarefas, mas minha mente escapava para imagens dele: o corpo definido, o jeito como suas mãos me seguravam com firmeza, o gemido rouco que escapava quando eu o provocava.
A calcinha estava úmida desde o almoço, o tecido grudando na pele sensível toda vez que eu cruzava as pernas. Pensava em chegar em casa, arrastá-lo para o quarto e deixar que ele me tomasse de todas as formas possíveis. O desejo crescia devagar, como uma onda que não parava de subir, e o relógio parecia andar mais devagar só para me torturar.
Quando o expediente terminou, saí do prédio com o coração acelerado. Ele já esperava no acostamento, o carro escuro sob as luzes amareladas da rua. Entrei no banco do passageiro e o aroma familiar dele me envolveu imediatamente, despertando tudo de novo. Dei um beijo leve nos lábios, mas meus olhos desceram pelo peito largo, pela calça que marcava as coxas musculosas. O carro começou a se mover pelas ruas, e eu não consegui esperar.
Minha mão pousou na perna dele, subindo aos poucos. Senti o músculo enrijecer sob o toque.
— O dia inteiro eu fiquei imaginando você dentro de mim sussurrei, inclinando o corpo na direção dele. Mas agora eu preciso de outra coisa. Quero sentir seu pau na minha boca, quente e grosso.
Ele respirou fundo, os dedos apertando o volante. As ruas secundárias estavam tranquilas, envoltas pela noite, poucos carros passando ao longe. Meu toque subiu mais, cobrindo o volume que já endurecia. Desabotoei a calça com cuidado, puxei o zíper e libertei o membro que saltou, pulsando, a cabeça brilhando levemente.
— Você está louca ele murmurou, mas o tom carregava puro desejo.
— Louca por você respondi, e me inclinei sobre o console. Soprei ar quente na pele sensível antes de envolver a base com os dedos. Minha boca se abriu e desceu, engolindo a cabeça devagar. O sabor dele invadiu minha língua, salgado e viciante. Comecei a mover a cabeça, subindo e descendo com lentidão inicial, sentindo cada veia, cada textura.
Os sons surgiam naturalmente: o deslizar molhado dos meus lábios, a sucção leve quando eu puxava. Babava sem controle, a saliva escorrendo pelos cantos da boca e molhando os dedos que seguravam firme. Enquanto isso, minha outra mão levantou a saia, afastou a calcinha encharcada e mergulhou entre as dobras quentes.
Dois dedos entraram facilmente, esfregando o ponto que me fazia tremer. O prazer se espalhava em camadas, misturando o gosto dele na boca com o latejar na minha própria carne.
Ele dirigia com uma das mãos, a outra descansando nos meus cabelos, guiando de forma suave. Eu variava o ritmo para prolongar o momento: lambidas longas pela extensão toda, circulando a cabeça com a língua, depois descidas profundas que faziam minha garganta se apertar ao redor dele.
Os gemidos dele enchiam o carro, graves e entrecortados, incentivando-me a continuar. Eu chupava com intensidade crescente, os lábios esticados, a boca trabalhando como se nada mais importasse.
Mudei a posição ligeiramente, ajoelhando-me no banco do passageiro para ter melhor ângulo. Agora conseguia tomar mais dele, relaxando o pescoço e descendo até sentir a pressão no fundo. Segurava ali por instantes, os olhos úmidos, antes de subir cuspindo fios grossos de saliva que conectavam minha boca ao pau brilhante.
Meus dedos na buceta aceleravam, pressionando o clitóris inchado em círculos firmes. O carro seguia devagar nas ruas escuras, o motor um zumbido baixo ao fundo.
— Assim, continua ele pediu, a voz falhando.
Eu obedeci com entusiasmo. Sugava com força, criando um vácuo quente, a língua pressionando a parte inferior enquanto a cabeça subia e descia. Saliva pingava no banco, no painel, escorrendo pela minha mão.
O pau dele latejava na minha boca, inchando mais a cada movimento. Eu me sentia poderosa, sabendo que o estava levando ao limite enquanto cuidava do meu próprio prazer.
Troquei novamente, focando nas bolas pesadas, chupando uma de cada vez com cuidado, a língua girando devagar antes de voltar para a extensão principal. Punhetava a base com movimentos firmes e ritmados, sincronizados com a boca. Meu corpo inteiro vibrava. O orgasmo se aproximava para mim também, mas eu segurava, querendo que ele gozasse primeiro.
Quando senti os sinais, aumentei o ritmo. Chupadas rápidas, profundas, molhadas. Ele avisou com um gemido longo, o corpo tensionando. O primeiro jato encheu minha boca, quente e abundante. Engoli parte, sentindo o gosto forte descer, mas o resto transbordou pelos lábios. Puxei o pau para fora no momento certo, segurando a base enquanto o segundo jato acertava minha bochecha, escorrendo devagar pela pele.
Outro atingiu o queixo, pingando no decote. Um último escapou com força e manchou o volante, brilhando sob a luz fraca.
Eu tremia, meus dedos ainda trabalhando na buceta, e gozei logo depois, ondas de prazer me atravessando enquanto lambia os restos dele. Ofegante, limpei o membro com a língua, devagar, recolhendo cada gota.
O carro parou num semáforo vazio. Ele me puxou para um beijo urgente, sentindo o próprio gosto misturado ao meu.
Chegamos em casa pouco depois, mas o fogo não tinha apagado. Na garagem, antes mesmo de descer, eu me inclinei de novo. O pau ainda sensível reagiu ao meu toque, endurecendo aos poucos. Recomecei com beijos leves na cabeça, depois lambidas suaves, explorando com calma agora que tínhamos mais privacidade.
A boca deslizava com facilidade, lubrificada pela saliva e pelos resquícios anteriores. Ele se recostou, deixando-me trabalhar, os dedos entrelaçados nos meus cabelos.
Os sons ecoavam no espaço fechado: sucções molhadas, gemidos baixos, o ranger do banco. Eu me tocava novamente, mais devagar dessa vez, saboreando a sensação. Descia a boca até o limite, segurava, subia girando a língua.
Ele endureceu completamente, e eu acelerei, punhetando e chupando ao mesmo tempo. O segundo orgasmo dele veio mais intenso, jatos quentes que eu recebi parte na boca, parte no rosto e pescoço. Lambi tudo com calma, sentindo a pele pegajosa e quente.
Entramos em casa marcados pelo desejo, roupas desgrenhadas, corpos ainda vibrando. Aquela carona tinha transformado uma noite comum em algo selvagem e memorável.
Eu, a mulher que não conseguia esperar, que transformava o desejo acumulado do dia em prazer cru e delicioso no banco do carro. E ele, meu marido, que se entregava completamente para mim.

